Testes laboratoriais foram feitos na quarta, mas uso em pacientes deve ocorrer apenas após aprovação da Comissão de Ética. Bolha de Respiração Individual Controlada (BRIC) pode evitar intubação em até 35% dos pacientes.
O Hospital das Clínicas (HC) de
São Paulo fez os primeiros testes com protótipos de capacetes para respiração mecânica nesta quarta-feira (13). Os equipamentos funcionam como respiradores menos invasivos para pacientes com
Covid-19 e são similares aos que
foram usados na Europa para enfrentar a pandemia. Uma das principais características da doença é o alto índice de
pacientes internados que precisam fazer uso de respiradores. A Bolha de Respiração Individual Controlada (BRIC) pode evitar intubação em até 35% dos pacientes infectados pelo novo coronavírus, segundo a Life Tech Engenharia, marca brasileira que desenvolveu o produto. O equipamento foi testado em máquinas e seu uso em humanos foi demonstrado no HC com dois voluntários. As análises no hospital foram feitas sob a supervisão do professor da Faculdade de Medicina da USP, Marcelo Amato, ao lado do pneumologista responsável pela UTI do HC, o médico Carlos Carvalho
Respirador criado na USP é aprovado em testes com humanos 33% das cidades brasileiras têm no máximo 10 respiradores mecânicos Máscaras, capacetes e 'sacos': entenda as técnicas de respiração não invasiva Os testes em pacientes devem ocorrer após aprovação da Comissão de Ética Médica do Hospital das Clínicas. Os criadores esperam que isso deve ocorrer em até 10 dias e já preparam um lote de 1 mil unidades do equipamento para diversas instituições de São Paulo, Bahia e Minas Gerais. Para criar o capacete, profissionais da área da saúde, da engenharia e da indústria se juntaram para conceber um produto adequado a pacientes de Covid-19 que estão internados e precisam de auxílio na respiração, mas em fase de tratamento anterior à UTI. A cerca de R$ 627 a unidade, eles são mais baratos do que os respiradores tradicionais e também são considerados menos invasivos, porque não requerem que o paciente seja intubado.
O produto ainda aguarda liberação da Anvisa. Um novo teste, com mais voluntários e outros parâmetros de avaliação, deve ser feito no Hospital das Clínicas nos próximos dias.