
As defesas de Marcelo Miranda, Sérgio do Vale, Wilmar Bastos, Clenan Renaut e Renan Bezerra disseram que não tiveram acesso ao inquérito e por isso não vão se manifestar. O
A operação convergência começou em agosto de 2017 para apurar pagamento de obras que não foram realizadas em contratos feitos na gestão anterior. As supostas irregularidades cometidas neste período são alvo de outra investigação da PF na operação Ápia.Segundo a polícia, entre 2012 e 2014, o Tocantins utilizou cerca de R$ 750 milhões em obras de terraplanagem e pavimentação asfáltica em várias rodovias estaduais. Contratos que são investigados por suspeita de pagamento sem realização das obras e superfaturamento.
Para a gestão de Marcelo Miranda, que começou em 2015, restou um saldo superior a R$ 120 milhões para "gastar e pagar em razão das obras contratadas em anos anteriores a 2014", diz trecho do relatório da PF.
Conforme a investigação, o Tribunal de Contas do Estado constatou que foram feitos pagamentos em obras não executadas e determinou que a gestão de Marcelo Miranda, tivesse cautela com os pagamentos na nova gestão.
Mesmo assim, o então secretário de infraestrutura, Sérgio Leão, retomou os pagamentos. A conduta do então procurador-geral de justiça Clenan Renaut também foi investigada, pois ele recomendou a realização de pagamentos das obras inacabadas e investigadas.
Após a recomendação, o governo repassou quase R$ 130 milhões para sete empresas. Além disso, de acordo com a polícia, o filho do procurador-geral, Renan Bezerra, foi superintendente de obras em 2014 e fazia fiscalização de parte dos contratos. Inclusive de algumas das empresas que o próprio pai recomendou o pagamento.
O inquérito foi concluído nesta semana e entregue para o Ministério Público Federal nesta quarta-feira (22).
A 1ª fase da operação foi realizada em outubro de 2016. Na época, 115 mandados judiciais foram cumpridos. Segundo informações da PF, o grupo suspeito de fraudar licitações de terraplanagem e pavimentação asfáltica no Tocantins funcionava em três núcleos compostos por políticos, servidores públicos e empresários. A suspeita é de que o grupo tenha desviado cerca de R$ 200 milhões.
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