Delegado explicou os criminosos armados entravam nos quartos e olhavam se tinha 'alguma mulher que eles quisessem'.
A Polícia Civil continua investigando como a quadrilha suspeita de roubar e estuprar clientes de motéis agia. De acordo com o delegado responsável pelo caso, as vítimas dos abusos eram escolhidas após os criminosos armados assumirem a administração do estabelecimento e invadirem os quartos. "Se tinha alguma mulher que eles quisessem, levavam para outro quarto e praticavam a violência sexual", explicou Jackson Wutke. Quatro
suspeitos dos crimes foram presos na madrugada da última quinta-feira (31) durante uma operação da Polícia Civil. Segundo os policiais, o grupo também fez vítimas em motéis de outros estados. O último crime aconteceu em Augustinópolis, na região norte do Tocantins. Eles invadiram o estabelecimento da cidade após fazer um buraco na parede, renderam os funcionários e passaram a atender os clientes e direcioná-los para os quartos durante 4 horas. Além de roubar as vítimas, segundo a polícia, pelo menos quatro clientes foram estupradas pelos criminosos. Uma delas foi abusada duas vezes.
"A Polícia Civil conseguiu elementos de pelo menos dois outros crimes ocorridos no estado do Maranhão. Nos dois crimes, tanto o roubo como o estupro estavam presentes. Isso demonstra que fazia parte já do planejamento do crime", informou o delegado Jackson Wutke.
As investigações apontam que até o horário de ação nos locais era parecido. O motel de Augustinópolis eles invadiram por volta de 23h e permaneceram no estabelecimento até 3h. As prisões
Foram cumpridos mandados de prisões preventivas e temporárias, além de ordens de busca e apreensão em cidades do Tocantins, Pará e Goiás. Ao todo, três suspeitos foram presos no Pará e transferidos para a Cadeia Pública de Augustinópolis. O quarto suspeito foi encontrado em Goiás e também deve ser recambiado.