
Eventos recentes de violência em diversas escolas de todo país, aumento dos casos de suicídio, necessidade de fortalecimento socioemocional e controle mais rígido quanto a evasão serão grandes desafios para toda comunidade escolar em 2023. Somente através de parcerias públicas, privadas e coletivas o cenário terá alguma mudança para as próximas gerações. “Um homem de 22 anos invadiu uma escola estadual em Ipaussu, interior de São Paulo e esfaqueou dois professores na noite desta quarta-feira (14). Um terceiro docente ficou sob ameaça até a chegada da polícia. Segundo a polícia, o agressor chegou na Escola Estadual Professor Júlio Mastrodomênico armado com uma faca, um canivete e um simulacro quando professores faziam reunião.” Essa notícia, do portal G1 de Bauru e Marília, veiculada no dia 14 de dezembro é apenas mais uma dentre dezenas de noticias de todo país, que retrata o cenário de violência nas escolas em todo o país. E uma pergunta, aflige pais, alunos, professores e gestores escolares: o que fazer para prevenir e evitar atos de violência no ambiente escolar? Diversas ações tem sido realizadas no país para discutir o tema com maior profundidade, buscando soluções e alternativas de políticas que possam mitigar o risco social para alunos e também professores, que tem sido os principais alvos dos casos de violência. E algumas tem ganhado destaque como o programa Recriar Vidas, que tem atuado exatamente na interiorização do ensino e aprendizagem das competências socioemocionais, inseridas na Base Nacional Comum Curricular – BNCC, com foco na redução da violência, evasão escolar, prevenção e melhor atuação das comunidades sobre fatores biopsicossociais e por consequência evolução positiva para os resultados do IDEB. O projeto, nascido no Tocantins, e que conta com formações, palestras, acompanhamento de ações pedagógicas nas escolas e entrega de conteúdos didáticos, tem expandido suas ações para outros estados como São Paulo e Minas Gerais. Durante essa semana, na cidade de Sorocaba-SP, o projeto foi apresentado para a Secretaria da Educação e deverá ser implantado ao longo de 2023. Em Sorocaba e dezenas de outras cidades, o que tem chamado a atenção sobre o projeto é justamente envolver o processo de formação dos professores, para melhor compreenderam os aspectos emocionais dos alunos, mas atuando também no autoconhecimento, especialmente após o crescimento de problemas advindos da pandemia da COVID 19, como aumento da depressão, ansiedade, ideação suicida, consumo de substâncias psicoativas entre outros. Dados da organização Nova Escola, colhidos com 5.300 professores em 2022, demonstra que 80% deles sofreram algum tipo de agressão. Seis em cada dez professores, ou seja, a maior parte deles, afirma que e que o grau de agressividade entre os alunos, após a pandemia, aumentou de forma exponencial. Inclusive, deste total de pesquisados, 7% afirmam que sofreram violência física, um número assustador.
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