No Maranhão Idosa que teve 92% do pulmão comprometido vence o coronavírus
No Maranhão Idosa que teve 92% do pulmão comprometido vence o coronavírus
22/06/2020 às 12h25Atualizada em 22/06/2020 às 15h25
Por: Antonio reis
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Foto: Reprodução
Celma Rodrigues, de 61 anos, passou 31 dias internada em um leito de UTI e outros 21 dias na enfermaria.
Após ficar internada durante um mês e 22 dias, a paciente Celma Rodrigues, de 61 anos, ganhou uma nova vida depois de receber alta do Hospital Dr. Genésio Rêgo. Ela se une aos mais de 40 mil recuperados do coronavírus no Maranhão, resultado do árduo trabalho realizado pelo Governo do Estado, por intermédio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), na ampliação da oferta de leitos, contratação de novos profissionais e tratamento humanizado aos doentes. Quando Celma Rodrigues deu entrada no Hospital Dr. Genésio Rêgo, a sua saturação alternava entre 60 e 70%, sendo que o pulmão estava com 92% de comprometimento. Ao todo, foram 31 dias internada em um leito de UTI e outros 21 dias na enfermaria. “Quando soube que estava com a Covid-19 eu já estava na UTI, mas mesmo assim foi chocante. Eu sabia que algo muito sério estava acontecendo comigo, ainda mais por ter ido direto para UTI”, comentou a paciente. “Quando recebi alta da UTI, brotou esperança no meu coração pelo fato de o meu quadro ter se estabilizado. Eu sempre tive muita confiança nos profissionais que estavam cuidando de mim. Eles são profissionais excelentes, toda a equipe está de parabéns por sua dedicação. Agora, em primeiro lugar, eu agradeço a Deus por ter recebido alta do hospital e passarei a valorizar mais ainda a vida. Eu sempre me dediquei para a minha família e agora, mais do que nunca, continuarei a fazer isso”, acrescentou dona Celma. O diretor clínico do hospital, Demian Borges, que integrou a equipe de profissionais que cuidou da dona Celma disse que ela é um milagre. “Através de estudos do que estava acontecendo em outros países, foi verificado que os pacientes que eram submetidos à ventilação mecânica tinham geralmente uma evolução extremamente desfavorável na maioria dos casos. A dona Celma tinha mais que 92% do pulmão comprometido, de acordo com a tomografia inicial. Mas, com a colaboração dela, conseguimos vencer o principal período inflamatório”, destacou. Outra forma de tratamento dispensado pela equipe médica à paciente foi a humanização dos procedimentos realizados. Durante os 31 dias de internação na UTI, dona Celma recebia visitas de enfermeiros e médicos que não apenas faziam o acompanhamento farmacológico, mas também com música, brincadeiras, diálogo e contação de histórias.
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