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Em Miracema Polícia quer exumar corpo de um dos mortos em chacina

Em Miracema Polícia quer exumar corpo de um dos mortos em chacina

16/02/2022 às 10h28 Atualizada em 16/02/2022 às 13h28
Por: Antonio reis
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Valbiano Marinho da Silva é um dos mortos em Miracema do Tocantins — Foto: Divulgação
Valbiano Marinho da Silva é um dos mortos em Miracema do Tocantins — Foto: Divulgação

Objetivo é extrair uma bala que ficou alojada no corpo de Valbiano Marinho da Silva. Ele é o principal suspeito de matar o policial militar Anamon Rodrigues de Sousa.

A Polícia Civil do Tocantins pediu à Justiça que autorize a exumação do corpo de Valbiano Marinho da Silva. Ele é um dos sete mortos na chacina ocorrida em Miracema do Tocantins há pouco mais de uma semana. O objetivo da medida é extrair uma bala que ficou alojada no corpo de Valbiano, em uma das vértebras da coluna dele.

Valbiano Marinho é o principal suspeito de matar o policial militar Anamon Rodrigues de Sousa. Segundo a PM, a morte dele foi durante um confronto. A mãe de Valbiano questiona esta versão e afirma que o filho foi executado quando já estava algemado.

Além do suspeito, o pai e o irmão dele também acabaram assassinados. Eles estavam prestando depoimento na delegacia da cidade quando o prédio foi invadido por 15 homens encapuzados que os executaram. Na mesma noite, outros três jovens foram mortos na cidade e um quarto foi baleado, mas sobreviveu.

No pedido, a extração da bala é apontada como imprescindível para a investigação. A medida pode ajudar também a confirmar se todas as mortes estão conectadas, já que será possível comparar os projéteis encontrados nas outras vítimas com a bala alojada em Valbiano. A sequência de crimes

Tudo começou na noite da sexta-feira (4), depois que o 2º sargento da Polícia Militar, Anamon Rodrigues de Sousa, de 38 anos, morreu durante uma troca de tiros. Ele estaria levantando informações em campo para uma operação policial quando foi morto.

Após o crime houve uma sequência de mortes. Entre os mortos está Valbiano Marinho da Silva, de 39 anos, suspeito de matar o policial. Ele foi assassinado em casa.

Horas depois o pai e irmão dele foram mortos a tiros dentro da delegacia da Polícia Civil de Miracema por 15 homens encapuzados e armados. Vídeos mostram parte dos depoimentos de pai e filho momentos antes do ataque acontecer.

Outros quatro jovens foram baleados na cidade. Destes, três morreram e um sobreviveu ao ataque. As vítimas que não resistiram são: Pedro Henrique de Sousa Rodrigues, Aprigio Feitosa da Luz e Gabriel Alves Coelho.

Os três foram foram executados com um tiro na cabeça cada um e os corpos foram encontrados por volta de 10h de sábado (5) em Miracema. Nenhum tinha passagem pela polícia.

Nesta sexta-feira (11) o Ministério Público ouviu testemunhas dos crimes com a participação de delegados que atuam no caso. O órgão afirmou que os grupos especializados "foram acionados pelo procurador-geral de Justiça, Luciano Casaroti, para atuarem em conjunto nas investigações".

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