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Fiocruz alerta para aumento da incidência de dengue no Tocantins

Fiocruz alerta para aumento da incidência de dengue no Tocantins

26/01/2022 às 09h28 Atualizada em 26/01/2022 às 12h28
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Larva do aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue — Foto: Reprodução/Globo
Larva do aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue — Foto: Reprodução/Globo

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) emitiu um alerta sobre o aumento da incidência da dengue no Tocantins após 42 cidades do estado notificarem casos suspeitos da doença desde o início do ano. O número de cidades com casos confirmados dobrou com relação ao mesmo período de 2021, já chegando a 13.

A Fiocruz mantém um sistema chamado Infodengue, que faz o monitoramento. Além dos pesquisadores da própria Fiocruz, o projeto tem parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV).

"Nesse ano os casos estão surgindo mais rapidamente. Então se nós já temos um começo acelerado, a chance que isso evolua como uma bola de neve e cresça e que chegue em abril, maio e esteja muito alto é um risco razoável", explica a pesquisadora Cláudia Codeço. Ela lembra que além dos aspectos ambientais, como a quantidade de chuvas, o comportamento da população também é decisivo para o combate.

Em Araguaína, o neto do comerciante Paulo Henrique Gonçalves está com dengue. O avô acredita que o mato alto e a sujeira ao lado de casa sejam os motivo. "Aqui a gente limpava, capinava, batia veneno para manter limpo perto de casa, mas agora ficou complicado".

Durante esta semana várias ações no combate a dengue estão sendo realizadas. Os agentes de endemias estão vasculhando terrenos baldios em busca dos focos, mas o problema é que 70% dos focos estão nos quintais das residências.

Devido a situação preocupante, profissionais médicos e enfermeiros do Tocantins poderão participar de uma capacitação sobre cuidados clínicos aos pacientes.

Já a capital está desenvolvendo atividades e também utilizando o carro fumacê pra combater esse inimigo tão pequeno e tentar evitar grandes problemas. A incidência acumulada de casos prováveis é considerada alta, com 713 casos suspeitos a cada 100 mil habitantes. de acordo com o último boletim epidemiológico.

"O problema não é só o terreno baldio. O problema não é só uma casa abandonada. O problema pode estar ali do nosso lado e a gente não está vendo. O importante é a população vistoriar o seu quintal e remover qualquer tipo de recipiente que pode ser um criadouro do mosquito", diz a coordenadora técnica controle vetorial Lara Betânia Melo Araújo.

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