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Testes nos EUA, Chile e Peru, apontam eficácia de 79% da vacina de Oxford

Testes nos EUA, Chile e Peru, apontam eficácia de 79% da vacina de Oxford

22/03/2021 às 08h07 Atualizada em 22/03/2021 às 11h07
Por: Antonio reis
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Maria do Livramento Silva, aos 117 anos, recebe a 1ª dose da vacina Oxford/Astrazeneca no Cabo de Santo Agostinho — Foto: Silas Gabriel/PMCSA
Maria do Livramento Silva, aos 117 anos, recebe a 1ª dose da vacina Oxford/Astrazeneca no Cabo de Santo Agostinho — Foto: Silas Gabriel/PMCSA

Eficácia é de 100% contra casos graves da doença e de 80% em idosos com mais de 85 anos, segundo estudo divulgado pela AstraZeneca nesta segunda-feira (22).

A vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela Universidade de Oxford e pela farmacêutica AstraZeneca teve 79% de eficácia na prevenção de casos sintomáticos da doença, segundo testes de fase 3 realizados com 32.449 voluntários nos Estados Unidos, no Chile e no Peru. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (22). Entre participantes com mais de 85 anos, a eficácia foi de 80%.

A vacina se mostrou segura e teve 100% de eficácia contra casos graves e contra aqueles que necessitam de hospitalização dos pacientes. Os testes de fase 3 analisam a eficácia e a segurança de uma vacina em

larga escala, geralmente com milhares de voluntários.

Os dados significam que, nos testes, a vacina conseguiu reduzir em 79% a quantidade de casos sintomáticos que ocorreriam se as pessoas não tivessem sido vacinadas. Da mesma forma, significa que conseguiu evitar todos os casos graves da doença, além de hospitalizações que ocorreriam se as pessoas não tivessem sido vacinadas.

A vacina de Oxford é dada em duas doses. Nesses testes, elas foram aplicadas com 4 semanas de diferença, mas outros ensaios, anteriores, mostram que, se as doses forem dadas com um intervalo de até 12 semanas, a eficácia da vacina pode ser ainda maior. Esse intervalo de 12 semanas é o que está sendo feito na vacinação no Brasil.

Os testes

A cada duas pessoas que receberam a vacina, uma recebeu um placebo (substância inativa) para servir de grupo controle; nem os cientistas, nem os participantes sabiam quem estava recebendo a vacina e quem recebia o placebo. As pessoas foram distribuídas de forma aleatória (randomizada) em cada grupo.

Dos 32.449 voluntários que participaram dos testes, 141 tiveram sintomas de Covid-19.

Cerca de 20% dos voluntários tinham 65 anos ou mais, e cerca de 60% tinham comorbidades associadas a um risco maior de complicação para a Covid-19, como diabetes, obesidade severa e doenças cardíacas.

Com os novos dados, a AstraZeneca deve solicitar autorização para uso

emergencial nos Estados Unidos. No Brasil, a vacina teve o registro definitivo concedido há dez dias pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e já é aplicada desde janeiro.

Um estudo preliminar feito por pesquisadores brasileiros e da Universidade de Oxford divulgado na quinta-feira (18) apontou que as vacinas de Oxford e da Pfizer foram eficazes contra a variante brasileira do coronavírus identificada pela primeira vez em Manaus.

A AstraZeneca afirmou, na divulgação dos resultados da pesquisa, que não encontrou "nenhum risco maior de trombose [formação de coágulos]" entre os 21.583 participantes que receberam pelo menos uma dose da vacina.

Há cerca de duas semanas, a aplicação da vacina de Oxford foi suspensa em alguns países da Europa por causa de casos suspeitos de formação de coágulos após a vacinação.

Após uma análise, entretanto, a agência de medicamentos da União Europeia concluiu que a vacina era "segura e eficaz". O órgão regulador disse também que vai continuar a acompanhar e analisar os dados de vacinação no continente, mas que os benefícios da aplicação da vacina superam os riscos.

Na sexta-feira (19), o Comitê Consultivo Global sobre Segurança de Vacinas da Organização Mundial de Saúde (OMS) divulgou um parecer afirmando que nenhuma relação havia sido estabelecida entre qualquer vacina contra a Covid e trombose.

 
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