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Relatos e sobreviventes: Psicologa Patricia Martins faz relato sobre pacientes e COVID 19

Relatos e sobreviventes: Psicologa Patricia Martins faz relato sobre pacientes e COVID 19

02/02/2021 às 13h28 Atualizada em 02/02/2021 às 16h28
Por: Ana Luisa
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Foto: Reprodução
Foto: Reprodução
Diante da repercussão do primeiro texto e do desejo advindo da continuidade da experiência outrora relatada, venho compartilhar junto aos seguidores, amigos e sociedade de maneira geral o que não se pode guardar, refiro-me a experiência no contexto do isolamento referente a COVID 19 no HRAug-Hospital Regional de  Augustinopolis -TO. Na condição de psicóloga, o olhar técnico me faz ver além do que muitas pessoas veem. Então percebo quão grande se torna, a importância em compartilhar essa experiência. Diante de tantas histórias ou particularidade de cada uma, sempre existiu naquele contexto de hospitalização, um sujeito que trazia para a internação as suas experiências de vida, assim como sua cultura, medos, dúvidas, inseguranças e etc. Transbordam o que suas janelas de memória veem em cada circunstância, visto que, a própria experiência influencia os seus relatos. De fato, o que me intriga é a sensação de mistério que ronda tais pacientes, quanto a essa patologia,  oscilação do estado físico, assim como do estado mental, a ocorrência de uma série de sintomas neurológicos, que vão desde, uma confusão mental ás dificuldades cognitivas, em alguns casos, delírios ou mesmo surtos. Outra situação que me causa bastante estranheza é a repentina evolução, ou declinio, e isso independentemente da idade. Tudo muito incerto, muito imprevisível, insegurança ao compartilhar  qualquer informação aos familiares, posto que, a mudança do quadro as vezes é muito surpreendente. Em certos momentos, persiste uma sensação de nem mesmo a ciência ter o controle do caos. Essa questão psíquica me chama muito atenção, a alteração da consciência,  oscilação do quadro da consciência. Pacientes que conseguiam responder com precisão coisas básicas, de repente perdem  totalmente a noção da realidade, claro, isso não acontece com todos, alguns contextos não existem, uns mais leves e outros mais intensos. No entanto, são  situações que aguçam a minha curiosidade. Fez-se inúmeras investigações com familiares, verificando, portanto, a possibilidade de acompanhamento psiquiátrico ou mesmo da existência de alteração antes da internação, bem como, a existência da automedicação de fármacos desta demanda. E para a minha surpresa, alguns nunca apresentaram tal quadro, ou mesmo, eram acompanhados ou se automedicavam, ao contrário,  familiares chegaram a duvidar e contestar os medicamentos que os pacientes estavam tomando para o tratamento da COVID. Dentre os  discursos, tínhamos pacientes que se consideravam cobaias do VIRUS, como também pacientes que acreditavam que tinha a missão de nos salvar. Resistência ao medicamento, agressividade, carência afetiva... Um misto de comportamentos intensos e fora da sequência, ou do que poderiamos estipular como  padrão da normalidade. O que se sabe é que, com certeza são poucos os estudos a respeito, porém é necessário que se investiguem. Por se tratar de uma patologia tão recente e tão inesperada, sob minha visão existe várias incógnitas. Será de fato que alguns pacientes acometidos pelo vírus podem desenvolver quadros psicóticos ou danos neurológicos?  Será mesmo que é o vírus o  causador de tal debilidade? Ou, o quadro psicológico foi afetado com essa extremidade? Que consequências futuras podem surgir? Que regiões do cérebro estão sendo afetadas? Será a região em maior concentração de neurônios e por tanto responsável por funções complexas como, memória, atenção, consciência?? Até onde vai o potencial deste vírus? Tudo isso me intriga muito! Mas,  fica a sugestão para os investimentos de pesquisas na área.  (o que é extremamente necessário). Gostaria também de mencionar neste contexto, e até mesmo agradecer a confiança dos familiares com quem mantivemos contato, uma vez que, esse contato é necessário considerando que estes pacientes ficam totalmente isolados. Com divergências de personalidades cada uma na sua individualidade, resiliência, ou mesmo, a falta dela. Em uma certa manhã, me impactou o discurso da filha de uma paciente internada naquele isolamento, ela afirmava querer ver a mãe a qualquer preço, se colocou em situação de combate, totalmente armada para a equipe, exigindo com todas as palavras que o hospital construísse ali uma parede de vidro às pressas, para que ela pudesse acompanhar a forma com que tratávamos a sua mãe no processo de internação. A princípio, talvez eu pudesse sorrir da sugestão, ou da proposta descabida naquele momento, caçoar da remota possibilidade, ou mesmo do merecimento daquela filha... Mas, eu via nitidamente nos olhos dela, o desespero, e uma forma diferente de dizer “é a minha mãe que está lá dentro... eu preciso ver ela, saber como está sendo tratada”. Quantas vezes respirei fundo, e agradeci a Deus em pensamento! Quantas vezes disse “Gratidão meu Deus por tanto discernimento!” ... Sim é a mãe dela! E a empatia me fazia pensar que, poderia ser a minha mãe, “um dos maiores tesouro da minha vida!” Claro que, compreendi seu desespero, e a fiz entender que, naquele momento não era possível fazê-la ver, nem mesmo através de uma vídeo chamada, considerando que, aquela filha se encontrava muito alterada, podendo portanto, também alterar o quadro fisiológico e psicológico da paciente (sua mãe). Com muita calma, consegui convencê-la que precisava confiar na equipe, e me comprometi a fazer uma mediação deste contato, que veio a acontecer no período da tarde, e como tantos outros momentos, foi lindo e emocionante de ver... Foram tantas situações inusitadas, pacientes que nos davam lição de vida, que nos ensinavam enxergar a importância de pequenos detalhes. O natal e ano novo jamais imaginado, um   ambiente estranho, mais que procurou-se formas de familiarizar, através do contato com familiares nas reespectivas datas.  Demonstravam gratidão pelo simples fato de estarmos ali. A discrepância entre seus comportamentos ia de um extremo ao outro, alguns ariscos, outros receptivos, foram inúmeras as estratégias para dar-lhes o mínimo de conforto psicológico. O que talvez poucas pessoas conheçam, e dentre elas, até mesmo parte da equipe, é o porquê de ter usado tanto a “música” em minhas visitas nas enfermarias. No entanto, são inúmeros os benefícios dela. Algumas pesquisas comprovam que, ouvir música reduz o nível de cortisol, o hormônio responsável pelo estresse. E ao está relaxado, pode fazer uma grande diferença para quem precisa passar por procedimentos médicos. A música tem o poder de acalmar, aliviar a ansiedade, a dor, melhorar os batimentos cardíacos, melhorar o humor, resgatar memórias, proporcionar qualidade de vida dos pacientes e, consequentemente, colaborar com o processo de reabilitação. A música ativa o sistema límbico do cérebro, região responsável pelas emoções e afetividade. Por isso, é pertinente explicar porque, tantas vezes me viram e continuaram me vendo cantar nas enfermarias. Se eles ganham com isso? Creio que muito! Entretanto, não posso deixar de mencionar, o quanto eu ganhei. Tem sido de uma riqueza tremenda, muitas histórias compartilhadas, está ali é viver tirando cisco dos olhos o tempo todo.  Claro que, por inúmeras vezes dei muitas gargalhadas, são histórias cômicas, histórias de amor, histórias trágicas, delas com finais felizes e outras não. Idosos que tinham o maior prazer em contar suas peripécias da juventude, e como disse um deles “me confessou segredos guardados debaixo de sete chaves”, me apresentaram um repertório de letras lindíssimas, das quais nunca ouvi na vida, cantores totalmente desconhecidos, como por exemplo Jane e Herondy, Diana, Bárbara Eugênia, Neil Diamond... algumas músicas também me trouxeram memórias da infância... surpreendente foi o dia em que no meio da música em banho de sol um certo idoso começou a orar e segurou as minhas mãos dizendo... '"Senhor protege ela de todo mal! acampa teu exército de anjos ao redor dos que ela ama, livra ela dessa doença maldita..." com a voz meio embargada, mesmo sabendo para quem era a oração, eu precisei da confirmação e indaguei! Por quem o Sr. pede? e ele disse; por você,  por me deixar ver o sol, por me trazer lembranças boas do passado! Impossível não se emocionar, impossivel  deixar de querer fazer a diferença na vida das pessoas. Quanto às músicas, é  necessário esclarecer que a maioria das escolhas são eles que fazem, de acordo com sua crença, religião e cultura. O respeito a tudo isso sempre foi imprescindível! Cantou-se de tudo. Fui surpreendida até com o pedido de  cantoria da Folia de  Reis, ainda arrisquei dançar o “Ô de casa... Ô de fora...” é nítido o quanto a música lhes faz bem. Além da gratidão ser perceptível aos meus olhos, eles ainda fazem questão de agradecer em forma de verbalização por tornar aquele momento especial, e diferente do que pudesse imaginar. Ademais, foram inúmeras situações ali vivenciadas, gostaria de dar ênfase a outro fato curioso, nesse contexto me refiro a internação de profissionais da saúde, em especifico aos que até então, também cuidavam de pacientes contaminados pela COVID 19. Surpreendente é o controle que temos em nossas mãos e então passamos a nos encontrar na posição contrária de algumas situações, surpreendente é você ser o “cuidador”” e de repente você passar a condição de ser “cuidado” ... Nesse contexto, o mesmo medo que apavora e assola nossos pacientes faz parte das nossas vidas com um diferencial, “a experiência diária com o vírus”. Convivemos de perto com os mistérios, ou mesmo com comportamentos psíquicos que nos causam estranhezas. O o que nos tornam diferente dos nossos pacientes é que, essa experiência de “cuidar”, eles não têm, ou tiveram. Vi o medo, o pavor, o desespero, a certeza de um retrocesso do quadro fisiológico  no olhar dos nossos colegas. O pedido de ajuda num aperto de mão, em uma lágrima. O fato é que na condição de “cuidador” o isolamento não nos assusta, mais na condição de “paciente” é totalmente diferente, deixamos de controlar o espaço e passamos a ser controlados, deixamos de estabelecer regras e passamos a cumprir regras... Meus caros amigos, como dizem por ai, a imagem de fundo altera totalmente. Ressalta-se que o medo da morte nos afeta da mesma maneira, com intensidades diferentes, porque lidamos com isso diariamente, é como se essas possibilidades fossem ainda mais reais aos olhos nossos olhos. Consta que, o psicológico de um profissional da linha de frente, já está afetado desde a decisão e permanência desta atribuição, lógico que, ele se submete por inúmeros fatores, creio eu que o maior de todos é o juramento feito no ato de sua formação, e nessa circunstância de pandemia, além da exaustão psicológica inicial mediante tantos óbitos, temos a exposição permanente frente ao contágio, sem mencionar que muitos se distanciaram de seus familiares, e a grande preocupação da transmissão, além do risco da nova contaminação. O fato é que uma vez contaminado  este profissional já vai está por si, mais debilitado emocionalmente. É conviver diariamente sob tensão, com medo, não que em outros setores hospitalares isso não exista, mais no caso da COVID 19, o cuidado é triplicado, o trabalho dentro de enfermaria é desconfortável, tendo em vista a precisão do uso de EPIs altamente necessário. A manifestação do sentimento de impotência em inúmeras situações, as vezes um sentimento de culpa,  que deveria ser  dispensável. Presenciei por tantas vezes na expressão principalmente de algumas fisioterapeutas, médicos e enfermeiros, o desejo de ter feito mais, a angustia de não ter superpoderes para salvar aquela vida, quando na verdade fizeram tudo que estava ao seu alcance. Após uma perda, se abatia o sentimento de tristeza, ou como mencionado outrora, o maior deles, o sentimento de “ impotência”. Nessas horas cabe, e é necessário lembrar que, todas as contingências que determinavam aquela situação, não eram apenas uma responsabilização individual, mas do âmbito coletivo, lutamos ali dentro diariamente, estamos ali quando muitos não quiseram está, dissemos “sim”, quando muitos disseram “não”. Muitas vezes fácil foi julgar o nosso trabalho, fácil foi nos ver com estigmas, rótulos, por fazermos parte daquele setor. Isso me afetou? Verdadeiramente, jamais! Muito pelo contrário! Lido muito bem com o olhar diferenciado, lido muito bem com a negatividade do outro, e melhor que isso, entendo que os sentimentos que devo internalizar, não são os que outro percebe em mim, mais principalmente, os que eu percebo e me permito sentir. Eu quis está onde estou, eu quero estar onde estou, independente de quem me veja com olhar de depreciação ou inferioridade por estar naquele setor. Essa equipe do ISOCOVID do HRAug foi, e é guerreira. Essa equipe que disse “sim” a esta cidade no momento em que ela precisou, foi essa equipe que disse "sim" ao seu estado e país no momento em que ele precisou. Contribuímos com a história desta nação, somos portanto, também escritores desta história.  E neste momento, falo em nome de toda a equipe, temos muito orgulho disso! Em contrapartida, e seguindo a minha linha de  raciocínio, nem todos tem a mesma visão de si, quando a questão é depreciação, nem todos tem a mesma preparação emocional, ou força interior. Presenciei a fragilidade de muitos colegas, presenciei o sentimento de inferiorização, e o quanto alguns se sentiam mal por tudo isso. Busquei fazer o meu papel não apenas com os pacientes, mais com cada colega que necessitou da minha intervenção técnica, e que me deu abertura para intervir. Já tínhamos que lidar com a tensão diária dos riscos da  auto contaminação, e pior que isso, o risco da contaminação dos que amamos, ao retornar aos nossos lares. Só penso que de fato não precisávamos sentir na pele coisas tão desnecessárias, considerando principalmente a grandeza do nosso ato. Contudo, cada experiência é válida, melhor dizendo, muito  válida. Não posso deixar de mencionar o carinho e a preocupação de muitas pessoas, e grande parte de onde menos esperávamos, pessoas que compreendiam que o álcool poderia eliminar a possibilidade de se contaminar ao tocar as nossas mãos. Claro que entendo, é auto proteção, no entanto, muitos de nós estão dentro das alas e nunca se contaminaram, justamente por usar o protocolo pactuado pelo Ministério da Saúde. Ali costumamos afirmar que, o risco se encontra maior do lado de fora. Só considero importante respaldar que,  não se generaliza uma equipe, a reação de cada pessoa ou profissional varia de acordo com seus recursos internos, cognitivos, emocionais, sociais, espirituais assim como a todas as experiências de nossos similares, e isso influencia na resposta que cada um consegue dar ao momento vivido. Sabendo que tal texto já está extenso demais, para concluir abordarei sobre a imagem censurável do HRAug, quanto aos cuidados da equipe dentro do ISOCOVID. É fato que a partir dos relatos de muitos pacientes, percebemos o quão deturpada estava parte das pessoas que ali foram hospitalizadas. Uma ideia de maus tratos, indiferença aos cuidados,  isso colaborou em muitos casos para a negação no processo de internação, e consequentemente do tratamento, eu mesma mediante intervenção, ouvi pacientes relatarem que achavam que ao entrar na ala do ISOCOVID lhe dariam ali “a injeção da morte”. Chegaria a ser cômico, se não fosse tão trágico, e se isso não abalasse tanto seu quadro emocional. Uma paciente chegou muito rouca no hospital, e questionando sobre sua voz, ela relatou que foi de tanto gritar, pedindo ao esposo que não a internasse, pois sabia que estava indo para o leito da morte. Em outra situação, uma senhora se negava a falar como o esposo através de vídeos chamadas, o que até então era muito estranho, considerando que, ela estava em condições fisiológicas e emocionais de se comunicar, sabemos que, falar com a família naquele local é o maior presente que se pode dar a eles. Então com a intervenção, constatou-se que, ela estava muito magoada com o marido, por achar que ele havia permitido que ela fosse ao hospital, mesmo sabendo que lá, iria para morrer. Dado que isso ocorre pela falta de informação, ou mesmo, pelo excesso de maneira totalmente enganosa, e mais ainda, nos chama atenção quanto a propagação de fatos irreais, deixando estas grandes repercussões na vida do sujeito. Mais como é bom receber feeds backs, como foi e é  muito bom poder mostrar que, nossa missão ali é prestar o bom atendimento independente de quem seja o paciente, ou de sua faixa etária. Aproveito ainda aqui a oportunidade e parabenizo a toda a equipe, em especial as TÉCNICAS DE ENFERMAGEM, que em sua maioria muito humanizadas, lidam com amor e empatia, trazem consigo uma riqueza de conhecimento técnico, assim como empírico, usam de inúmeras estratégias para fazer comer aquele que se recusa, para fazer sorrir aquele que se encontra triste. Ao entrar nas enfermarias levam consigo um sorriso acolhedor e receptivo que demanda uma forma diferente de dizer “estou aqui somente para ajudar...” Muitos pacientes e familiares continuam a manter contato conosco após a alta e especialmente   comigo, as vezes somente para dar notícias, e em alguns casos se tornaram colegas e admiradores do meu trabalho. Neste momento gostaria de mencionar em especial alguém que, ao comentar sobre a publicação de tais relatos fez questão de contribuir, além do que já havia contribuído. Fez questão que o seu nome fosse divulgado, dado a exposição que seria, ao me conceder a liberdade de decisão optei por manter seu nome em sigilo, embora abaixo siga o seu próprio relato e exposição de sua localização. “... Eu me chamo S.M.S, 50 anos, morador da cidade de Colinas do Tocantins, estive internado no mês de agosto de 2020, contrai o vírus da COVID 19 e fui intubado no HDT de Araguaína, onde automaticamente encaminhado para a UTI de Augustinópolis-TO. Acordei depois de 10 dias, muito confuso, e com muito medo, pois os boatos que se ouviam eram muito pessimistas, mais aos poucos a equipe foi ganhando a minha confiança, a princípio a equipe da UTI e logo depois a do ISOLAMENTO. São profissionais maravilhosos, porém meus amigos, se você tem parente internado no HRAug, passando por esse momento tão difícil, não se iluda com falsos boatos, a equipe é 100% e fazem de tudo pelos seus pacientes. Eu só tenho a agradecer, a Deus, meus familiares, amigos e todos os profissionais por onde passei, inclusive o próprio hospital municipal de Colinas. Parabenizo, portanto, a diretoria do HRAug, profissionais e funcionários de maneira geral. Que Deus proteja a todos. Um grande abraço! “ Com autorização do paciente, quero contextualizar a sua fala, o mesmo ao retornar do UTI, estava com crises de ansiedade, mal conseguia esperar pela alta, chegando a se comportar de maneira agressiva com alguns profissionais, em algumas situações dificultou o trabalho da equipe, oscilava entre resiliência e a falta dela, o que é totalmente compreensivo para quem acaba de retornar de uma intubação endotraqueal. Suas falas foram incríveis ao longo das intervenções psicológicas, trouxe-me profissionalmente uma fortuna de conhecimento, principalmente, sobre a nova forma de ver a vida a partir da experiência pós intubação. Nos dias atuais conversamos diariamente, e agora recentemente fez um relato que não posso deixar de também mencionar, e claro com sua autorização. Ele disse; “Um dia clamei tanto a Deus por não ter dinheiro para fazer o tratamento de urgência, acreditei tanto que eu ia morrer depois de ser intubado, que a noite em sonho Deus me disse... “pra viver não precisa de muita coisa”. “Que fique uma reflexão sobre a sua fala! E finalmente para encerrar, assim como mencionei no texto  anterior a esse,  quanto aos riscos que me exponho, continuam sendo os mesmos, e se fui contaminada? permaneço afirmando que pelo menos, não oficialmente! já que os testes dizem o contrário, mais assim como meus similares, as vezes sinto sintomas que demandam  também um quadro psicológico, afinal sou um ser humano como qualquer outro, que carrega consigo, medo, inseguranças, dúvidas e incertezas. Contudo, consegui o mérito de alcançar a vacina sem o contágio. Sigo confiante que a mesma resolverá todo esse caos que assola a humanidade. E por fim,  agradeço a atenção e o interesse pela leitura.
Patrícia Martins Araújo, Psicóloga, Especialista em Psicopedagogia, Educação Especial, Educação Inclusiva e Docência do Ensino Superior. Professora Universitária. Atualmente desempenhado suas funções clinicas no HRAug-Hospital Regional de Augustinópolis-TO, Psicóloga do Núcleo de Apoio Psicopedagógico da FABIC, Carrasco Bonito-TO, e Sampaio-TO. Com atendimentos particularizados na Artroclinica também em Augustinópolis-TO.
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